O sensual, de uma forma só nossa

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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

ONU- PRECONCEITO CONTRA A MULHER



ONU Preconceito contra a mulher.

 
É fato que hoje em dia as mulheres conquistaram grande parte dos direitos que antes eram somente concedidos aos homens, mas o machismo ainda continua vivo, apesar de camuflado, em diversas situações.

Para mostrar esse machismo que muita gente se recusa a ver, a ONU lançou uma nova (e excelente) campanha, para chamar a atenção quanto ao procedimento  dos homens em relação às mulheres, que consiste em uma série de imagens utilizando o campo de busca do Google mostrando as sugestões que ele dá baseado nas buscas das pessoas. É aquela famosa frase que vai surgindo conforme você digita algo no Google, sabe?

O resultado é preocupante, vejam só:

Com frases ‘chocantes’, a ‘campanha’ levanta discussão sobre os gêneros. Usaram FERRAMENTA de busca na internet para fazer uma campanha para

FERRAMENTA!!! Com ela, responde-se às perguntas como os homens  deveriam se portar em relação às mulheres. Com mais ‘educação’ e não a humilhando! Viramos mercadoria!

Viramos ferramentas. Que pouco caso, Senhor Secretário! Oficializarmo-nos como segundo sexo! Com frases depreciativas e ingênuas e após um conselho aos homens de como devem nos tratar.



 Mulheres deveriam:

ficar em casa/

ser escravas /

ficar na cozinha /              

não falar na igreja
Frase sugerida aos homens: Mulheres deveriam ter o direito de tomar decisões.





Mulheres precisam:

Ser colocadas em seu lugar

Saber seu lugar

Ser controladas

Serem disciplinadas

Mulher não tem vez

Frase sugerida aos homens em relação à mulher:
Mulheres precisam ser vistas com igualdade.





Mulheres não podem:

Dirigir

Ser bispas

Ser consideradas confiáveis

Falar na igreja
Frase sugerida aos os homens: Mulheres não podem aceitar as coisas como elas são.





Mulheres não deveriam

Ter direitos

Votar

Trabalhar

Lutar
Os homens deveriam trocar por: Mulheres não deveriam sofrer discriminação.


Engenhosa estratégia. Mulheres precisam ser ajudadas pelos homens: a ferramenta vai lá  e completa e vai atrás, autocompletada por mulheres que precisam se colocar em seu lugar, saber seu lugar, ser controladas, ser disciplinadas, mulher não tem vez.
O visual da campanha também é interessante. Escolheram  uma mulher com tipo bem diferente uma das outras.: 
loura, morena, islâmica,, meio índia. Não tem afrodescendente países que praticam a mutilação genitália feminina para impedir o prazer. Morrem de infecção. É dramático, condenável, inimaginável,  tudo isto figurar na lista das violências contra as mulheres.
Países árabes, não só, exigem a obediência total aos maridos, se se separam, elas são obrigadas a ficar com os pais. Meninas, muitas, não tem acesso à educação.

No Brasil, foi sugerido pelo governo a construção de mais casas para acolher as mulheres vítimas da violência masculina.
_ Bem , aí o homem pode dizer: casas construídas com nosso dinheiro! Vamos enchê-las. AH!!!
Testando:

A gente testou aqui e é verdade mesmo – as frases que vão surgindo conforme você digita algumas frases referente às mulheres comprovam que o machismo está bem longe de acabar, olha só:
Mulher precisa|: calar a boca, crescer, dormir mais, realizar trabalho fora da escola.
Mulher não pode: combinar trabalho e casa com sucesso, ser padres, pregadoras, ter tudo isto.
Mulher não deveriam estar em combate, não trabalhar,  não ser padres, permanecer em casa.

Fomos reduzidas oficialmente ao ‘segundo sexo’, mulher-objeto. Em termos: físico, espiritual e emocional. Com risco de existência. Sem perguntas.
Fui à Clarice Pinkolé Isté. Seu livro, Mulheres que correm com os lobos, analisa o existir da mulher. Seu auge foi nas décadas de 80 e 90. Foi meu livro de cabeceira.
Linguagem dela para todas elas. Com respeito e carinho. Apostando na mulher.
“A mulher é alma faminta. Tem fome por qualquer coisa que a faça viver."
 Porém digere:
Valores,propaganda, filosofias, tapas, perseguições, violências, agressões, queimaduras ( até com ácido), buling, mutilações, assassinatos de mulheres, insultos, desatenção, prisão, mágoa, o calar, o sofrer, o se submeter...
Privada de sua criatividade, percepção sensorial, dons artísticos.
Algumas se acham ‘felizes’! É preciso se rever o conceito de felicidade.
Qualquer coisa que lhe diminua a vida determinada pelo homem.

No espelho, a mágoa, ódio a si mesma, bajuladora, prisioneira, vítima, desatenta, com percepção embotada, existência em risco, submissa, triste, sorriso disfarçado, inconsciente de sua privação, ingênua, vítima sexual de prazeres pervertidos, ( lembrou de 50 tons de cinza), com relacionamentos prejudiciais etc...etc...etc...
Ou vê um par de sapatos vermelhos ( um conto do livro). História genial e crucial.

Enquanto fiquemos com índices assustadores de violência contra a mulher:
A cada 20 segundos, uma mulher é agredida.
A cada 2 horas, uma mulher é assassinada.
Por seus parceiros.

Os outros casos não entraram na pesquisa. Há casas para as agredidas. As outras perderam o dom da vida.
Poderíamos falar muito mais. Mais uma vez seremos tema de piada? Ou de buling?
Observação: Na próxima postagem, a análise de uma possível libertação. Nem que seja pra sonhar. Também de Clarice.

Clarissa Pinkola Estes 




"Todas nós temos anseio pelo que é selvagem. Existem poucos antídotos aceitos por nossa cultura para esse desejo ardente. Ensinaram-nos a ter vergonha desse tipo de aspiração. Deixamos crescer o cabelo e o usamos para esconder nossos sentimentos. No entanto, o espectro da Mulher Selvagem ainda nos espreita de dia e de noite. Não importa onde estejamos, a sombra que corre atrás de nós tem decididamente quatro patas."

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Mulher Solidão

Mulher Solidão

Crianças nascem. Seus olhos se iluminam com a luz do mundo. Na mulher, luz que se ofusca. No homem, luz que se contamina... O ventre que os gerou, será por eles apunhalado.

Rússia. Jovens. Mulheres. Palco. Rostos mascarados. Cantam a liberdade. Canto sonoro. Canto-súplica. A polícia. A cadeia. O Governo: NÃO. Homens.

− Vídeo. Uma delas, na cadeia, com o olhar meigo da juventude que sonha realizar com plenitude sua vida, pede para cumprir a pena mais tarde, pois tem uma criança, sua filha, para cuidar.

Índia. Jovem. Num ônibus. Estuprada. 6 homens. Morta. Presos. Homens.

Índia. Meninas. 3anos.7anos.9anos. Estupradas! Jogadas num poço. Desconhecidos. Homens.

África do Sul. Jovem. Assassinada. Pelo parceiro. Homem.
Ele: Não fui eu, foi um bandido!

Brasil. Paraná. Mulher. Assassinada. Pelo parceiro. Homem.

− Quando cheguei em casa, ela estava morta.

Brasil - Santa Maria: + de duzentos mortos. Feridos. Ganância . Irresponsabilidade. Homens.

Tingem o mundo de luto. Desprezo. Impunidade. Escravidão. Poder. Déspotas. Leis. Descaso. Religião. Autoridade.

Mundo-imagem: Indignação. Paralisia. Choque. Nervoso. ‘Não quero nem saber’. Gargalhadas masculinas.

ONU MULHER

Campanha para o fim da violência contra a MULHER.

Reunir 1 bilhão de pessoas para o lançamento da campanha.

Iniciativa da ex-presidente do Chile, Michele Basselet. O objetivo: reunir um bilhão de pessoas, caminhando, levantando, dançando, simplesmente exigindo o fim da violência contra as mulheres. E o resultado já pôde ser visto a partir de 14 de fevereiro no mundo todo, da Turquia à Itália, grupos de mulheres saíram às ruas protestando contra a violência sofrida pelas mulheres.

Dados das Nações Unidas: 70% das mulheres vão sofrer espancamentos, estupros, mutilações, tortura física e/ou mental. E outros abusos. É assustadora, assombrosa, esta situação em pleno século XXI.

Detalhes: os atos de violência contra adolescentes e mulheres de 14 a 44 anos matam mais que o câncer, a malária, acidentes de trânsito e as guerras somados.

Estados Unidos: 30% das mulheres que foram assassinadas, tiveram seu parceiro como assassino. Na África do Sul, uma mulher é assassinadaa cada 6 horas. Pelo parceiro. Na Guatemala, 2 mulheres são mortas por dia em média – mulheres e meninas representam 80% das oitocentas mil pessoas traficadas anualmente. A maioria para exploração sexual. Fora as que se vendem voluntariamente. 140 milhões de mulheres sofreram mutilação genital no mundo. E mais de 60 milhões são vítimas de casamentos arranjados antes de completaram 18 anos. A ONU MULHER calcula que também 150 milhões de meninas e meninos, de adolescentes menores de 18 anos sofreram alguma forma de violência sexual (dados de 2001). 150 milhões!!! Dez já se passaram depois disso. Só a ‘Igreja Católica”, os ‘representantes de Deus’, pagaram 600 milhões de euros em processos judiciais impetrados pelos meninos estrupados.

Em nosso Brasil, a cada 2 horas uma mulher é assassinada! Uma mulher é agredida a cada 15 segundos.

Prioridades da ONU MULHER. Acabar com a violência contra a mulher. O Secretário Geral da ONU apoia o fim das agressões. Pede aos líderes de todo mundo a cumprirem suas promessa de pôr fim a essas violências. Pedem a denúncia e punição dos agressores. Diz que a violência contra as mulheres é uma espécie de pandemia que se multiplica numa cultura de discriminação e impunidade.

Ele Lembrou que líderes internacionais vão estar na sede da ONU daqui a 3 semanas para participar da comissão sobre o estatuto da mulher. Ao todo 18 países já se comprometeram a participar desta iniciativa pra acabar com esta violência. Os outros estão fora por quê?

  EU- Senhor Secretário da ONU, são 246 Países (ISO) ou 192 Países (ONU) ? 29.06.08
          Que notícia auspiciosa: ELES prometeram. Não cumpriram. E daí?
          Pandemia? Como deixaram isto acontecer?

E...o desespero. Milhões de mulheres são cúmplices Deles.

− Estão nos matando! Socorro!

Fico com mil perguntas e quase nenhuma resposta. Por que permanece a tentação de eliminar a mulher?

Em Auschwitz, campo de concentração de UM HOMEM e seus comparsas, gravada num bloco:

− Mamãe, quando eles nos matarem vai doer?

−Não, queridíssima, não vai doer, vai levar só um minuto.

Joana Rolim


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A Guerra dos Sexos


A GUERRA DOS SEXOS

Manchete: A mulher venceu a guerra do sexo. Marketing? Ciência? Política? Mas que acendeu um desejo íntimo, uma chama que iluminaria uma disputa bíblica e que se poderia falar em igualdade dos sexos, acendeu. Fiquei  curiosa pela reportagem, com certeza.

Esta é a opinião da jornalista americana Hanna Rosin. Diz  que os homens dominam há 400 anos. As mulheres, há 40. Leis e regras já existem. ‘ É crime oprimir ou discriminar as mulheres – na democracia.’ (Fora dela, podem o que quiserem. A mulher não reclama.) Eu sempre pensei que democracia inclui IGUALDADE! Feliz é o homem que pode viver sem lei e sem regra.  Pra ele a democracia funciona. Se sou feminista? Sou.

400 anos? O domínio começou na Idade Média? Deixa pra lá.

Vamos aos fatos. Na mídia.

Revista aberta, feitos de homens: 90%. Na política, nos negócios, nas invenções, na tecnologia, na filosofia, nos esportes... Os 10% restantes nas páginas escancaradas: duas fotos de mulheres: uma atriz, seminua, sorrindo, nos revela seus desejos: quero emagrecer 3 quilos e levantar meu bumbum. Outra de uma socialite mi ou bilionária. Seus desejos: ter o jato marca ... o melhor e mais caro do mundo, (ela tem  jatinho) e ganhar na Mega Sena. Virando a página: Uma reportagem de mulheres que sofreram abuso sexual na infância, um pedido de uma ‘celebridade’, na Justiça, para retirar cenas de sexo (públicas) encenadas na juventude. Outra, à procura de fotos dela nua, que ganharam a internet.  E uma mulher acusada de chantagear o juiz em defesa do marido preso. É, a mulher ganhou a guerra dos sexos. Quem não está na revista, está batalhando por um segundo trabalho, ou passando roupa, ou levando as crianças nas atividades, ou esperando o marido ou outro afazer rotineiro de donas de casa. Ou jogando buraco. Ou escrevendo... como eu agora.

Outra manchete me chamou a atenção: Vingança na novela. Tive de ler devagar para entender, já que não sou fã desse gênero. Uma personagem  passa a vida fazendo maldades aos outros. Motivo.. sofreu abuso do pai na meninice. Ah! Freud!

Um entrevista com a autora de Cinquenta Tons de Cinza, E.L.James, com seu romance de sexo sadomasoquista, o sucesso no planeta Terra. Toda a mídia imaginável ou ainda por imaginar, tratando-o como megassucesso.  O que realmente está sendo. E como sugeriu um humorista, as mulheres subiam as paredes como lagartixas. Conseguiu que eu risse. Fiquei imaginando-as agarradas às paredes. Foi no que deu a palavra de ordem religiosa: Sexo: pecado capital.

Detalhe: falam do livro como erótico!!!!! Jogada de marketing. Aliás, o livro é marketing. A obsessão pelo sexo explodiu. Elas têm razão. Nada como conhecer técnicas sexuais novas, fazendo a mixagem da dor e do prazer. A cada chicotada, um sorriso e exclamação num gemido: Bata outra vez, meu querido.

Uma ironia. Um romance da escritora e ativista americana, Naomi Wolf, Vagina, com o tema: o preconceito que a sociedade tem em relação ao órgão genital feminino. Seu livro foi censurado, mais precisamente a palavra Vagina. Assim, o iTunes Store exigiu a troca de título. Ficou ‘V’. E V insinua tanta coisa... E cada palavra que se referia a sexo, só era escrita em sua primeira letra + ... Ex.: p..., b...

Li atentamente as três ultimas reportagens. Todas de escritores. Me interessa  e muito. Quanto mais falando da mulher.

Gostei de Naomi Wolf, me comuniquei com ela. Um avanço no assunto mulher.

Sobre a vingança na novela Avenida Brasil. É interessante que sempre há uma desculpa para a maldade da mulher: abuso sexual.  A maldade dos homens, ah! são vítimas. Vocês conhecem a história bíblica... É incrível como a mulher é mostrada em seus aspectos mais submissos, fracassados, maldosos e desestimulantes, com uma ignorância impublicável.

Cinquenta Tons de Cinza. O megassucesso. O sexo não tem regras, diz ela. Ela disse, tá dito.

Não li o livro, mas as notícias chegam até a gente. Afinal, após a Globo anunciar o sucesso, as filas, no Brasil, se formaram nas portas da livrarias. Como lagartixas... elas...E eu, curiosa, numa reunião. abri o livro que uma amiga ganhou de presente, no começo. Nada acontecia. Folheei aleatoriamente  e li... minhas pupilas dilataram, as chicotadas. Três no ventre e outra no clitóris. Li em voz alta. Silêncio absoluto. Dei de ombros. Fazer o quê! Fechei o livro, mas o abri outra vez... mas no final. Bem...risinho malicioso....

Continua...