O sensual, de uma forma só nossa

O sensual, de uma forma só nossa
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domingo, 2 de outubro de 2011

Sites de encontros - Sexo fora do casamento

Em entrevista, Elisabeth Badinter - tema feminista - afirmou: "a mãe perfeita é um mito". Filósofa francesa, expôs seu pensamento entre aspas: "Ainda no século XXI, a boa mãe é a que sofre". E fala das mulheres com expressão vazia enquanto cuidam de seus filhos nas praças e jardins.
Uma expressão vazia no olhar, sabemos o que é, ou a disfarçamos. Mas não confundir com a expressão de Clarice Lispector, falando de um alguém apaixonado: " a gente fica com os olhos vidrados, olhando para a lua".
Parei, olhos perdidos no espelho cinzento das lembranças, janela aberta, olhando a vida e ... me deparei com um outdoor, com um anúncio publicitário - um convite-vertigem de um mundo proibido, estranhamente apresentado pela mão do Cristo-imagem, no  Corcovado: "Tenha um caso agora! Arrependa-se depois." No mais estreito sigilo! Homens pagam. Mulheres não.
- Blasfêmia!- gritou a Igreja Católica, dona da propriedade da imagem. E acionou os responsáveis juridicamente.
- OK, não se contesta isso. Mas 'blasfêmia'!
- Moisés, o senhor e sua tábua sagrada! - estamos em 2011. Por que ela teima em pregar como pecado 'um caso'?

Meus olhos em qualquer ponto do espaço, o cérebro se discutiu: O quê? Do quê? De quê? Por quê? Traição? Trair o que já não é! Agressivo? Agressividade é grudar a mulher num nicho - com todas as suas consequências - e escrever a clássica frase eternizada pela humanidade: "a mãe: a dor". E se fosse  'a mãe: o prazer'? O masoquismo reinante na religião não permitirá nunca.
- Perdoar! - a lei do perdão, instituída pela Igreja, é uma lei que gira viciosa e banalizada. Estratégia: confissão. Penitência: uma oração. E assim a liberdade de se praticar um novo ato condenado se repete num processo contínuo, que atordoa, mas que acostuma. Livre! Perdoado! E se cristaliza, então, o outdoor da violência - assassinato, roubo, estupro, intromissão, droga, assalto, corrupção, mentira... Sabe-se de cor o dicionário que a caracteriza. No entanto, não se vê, na cidade-símbolo do Brasil, nenhuma ação jurídica por parte dessa 'guardiã dos bons costumes' contra a infame violência social, que vive e cresce e, como um polvo, estende seus tentáculos, apertando a garganta de vidas, sufocando-as. Como interpretar as mãos estendidas do Cristo-símbolo?
O que o site oferece? Momentos felizes. Sem impor, sem castigo, mas com convicção, realista e amarga, da insatisfação sexual humana, que sempre buscou no 'escondido' esse prazer, quando  a 'performance' não convence. Que paradoxo! Mas o site se  apoiou em pesquisas: milhões de insatisfeitos e insatisfeitas. Somos bilhões. Não são tantos assim. E já faz sucesso. O que a Igreja tem a ver com a decisão de cada um? Como ela, que dá o exemplo com seus crimes sexuais - na verdadeira acepção da expressão, contra mulheres e crianças, cometidos por seus 'ministros', e pagando, juridicamente, com o dízimo de fiéis, um mal que nunca será perdoado, impõe 'moralidade'?
Qual a cara do Brasil hoje? De  'otário'? De pessoas que, apesar de terem o livre-arbítrio (ditado pela Igreja) não podem decidir sua vida.?
- Se meter na vida dos outros! Que feio!
   
Milhões de pessoas já não têm a expressão vazia e, sim, cheia de cores da vida que urge (não ruge), antecipando o prazer, talvez também, junto a 'olhos vidrados, olhando para a lua...'

P.S. Pedidos de desculpa por parte da empresa puseram fim à questão. A empresa retirou o outdoor. Está perdoada.

- Que tal colocá-lo outra vez? Só no Rio? O Brasil é maior.

Continua...
Perdoar é uma palavra controversa.

sábado, 17 de setembro de 2011

Palavra-pecado

O sensual de uma forma só nossa é identidade do meu livro de poemas, que nasceu oficialmente em Genebra, em 1º de a bril de 2011. É uma história de amor virtual-real, real-virtual de Jahn e Dawna, personagens ficcionais. E o que é a  ficção, senão um nível de realidade? Assim o amor se fez real, na linguagem poética, na  linguagem que emerge da alma, que transforma vidas, alimenta-as, que faz sonhar.
Como no resumo do livro, o sonho inesperado sonhando o real.
Nasceu dentro de um romance, que eu estava escrevendo. Nasceu imerso na sensualidade, no amor, na sedução. E como é bom escrever sobre o amor - que nos envolve com a felicidade, que muda a cor de nossos olhos e do nosso mundo, nos inunda com cores e faz de nossas palavras arte. Convivendo com a sensualidade, com a sedução, veio, para a história, a inspiração, com sua fala meiga e gentil, seu sorriso ardente e carinhoso, fazendo surgir meu primeiro poema sensual, deixando-me perplexa na vida.  Ele materializa a emoção. E somos emoção.
E o sonho de amor e o sonho do escrever se tornaram um.

                                Palavra-pecado                                                

Ele me disse, com sua boca carnuda e bela, 
E eu o ouvi avidamente:
"Te vejo despudoramente nua na minha frente,
Mas é impronunciável, ainda, uma palavra..."

Que palavra é essa?
Que palavra sexual, tão carregada de energia,
Queima sua boca, que se fecha, sufocando-o?
Teria a cor intensa do sexo, o gosto do pecado,
O cheiro do viver?
O som de estrelas que explodem?
- como explode meu corpo em contrações de lábios
Que se abrem e fecham, apertando o prazer!

No espaço não há som!
Mas há mistério!

Esse mesmo mistério que me alucina e me penetra,
Me queimando com seu esperma,
Como o relâmpago, que tudo transforma em fogo,
E em fogo explode meu orgasmo,
No instante final em que a mente se esvai...

                                                                Joana Rolim 

P.S. Direitos autorais protegidos por Lei, Regisrado na Fundação Biblioteca Nacional.


Encontra-se à venda nas Livrarias Curitiba e Livraria do Chain.

domingo, 17 de julho de 2011

O Legado de Eva

Pesquisas são necessárias. Fixam quadros dantescos ou os transformam  em charge ou alimentam o mercado de consumo ou viramlivros ou realizam catarses...

Numa pesquisa da Indiana University, publicada no Archives of Sexual Behavior, li sobre homens e mulheres - pesquisa feita por homens. ?!?! O fato é que ficaram "atônitos". Até o que sei, devo então estar desatualizada, pra mim a expressão é ao contrário.Sabe-se então que mulheres não se importam muito com abraços e beijos, mas os homens, sim! Abraços e beijos os fazem trêêêsss vezes mais felizes. Não falaram do porquê.
A pesquisa suscitou comentários de profissionais no assunto. Instigou-os a investigar. E fizeram pesquisas com... a mulher. Tinha que ser. E elas responderam. Que coragem! Três perguntas foram formuladas:sobre sentimentalismo (não sentimento), sensualidade e sexualidade. Em relação aos homens. Sentimentalismo gerou lamúrias: "um homem com quem se compartilhe coisas, em quem se possa confiar, que seja gentil". Sensualidade provocou nada menos que: "sorriso envolvente," "vigoroso, mas não necessariamente atlético", "apaixonado pela vida e sexo". Sexualidade teve a ousadia de ter respostas "profundas": "eles têm que ter mais paciência conosco", "posições preferidas e, a mais densa, "diálogo no dia a dia.

Ah! se tivessem perguntado por que os homens as chamam de "anjo", a resposta seria: Somos seres assexuados como eles.Afinal eles são modelos.

Como de questionamentos e respostas como essas é que sai o alimento das normas de comportamento, de mercados de consumo, de reportagens de capa, de propagandas, da mídia em geral, numa imagem de photoshop ( ou desfigurando-a), parei pra pensar. Loira pensa!
Numa reflexão descolada, dessas que a gente fecha com uma risada, me disse: " É o legado de Eva!" Na simplória cena da... você sabe. E a realidade tacanha se consolida, tal qual a maçã envenenada num gesto descarado, dada, pelos contadores de estórias. Bruxos? "Ah!, não"" "Calma, foi uma bruxa".

Aí o lado engraçado da história (que pode não haver acordo): Se Eva tivesse se dado a um sexo gostoso e sensual, com orgasmo, e deixado de lado o sentimentalismo, nossa estória seria outra. E me pergunto: "Que cabeça(s) imbecil (is) inventou (aram) esta estória? (Uso esta, porque ela está perto de mim.) E como ela se perpetuou? E cito o fato:  a mulher como cúmplice. Como? O homem replicou rápido: "Foi ela que me tentou!" Coitadinho! Vítima. E impingiu na mulher o complexo de culpa.

Haja paciência para aguentar a estória de alma gêmea, do pedaço que me completa, do homem que me procurou nesta vida - já tínhamos sido amantes em outra. Não sabia que faltava pedaço no ser humano! Ah, me desculpem, é modo de falar. 

Que legado! Cresce mais que nariz de Pinóquio. Tem "gato escondido nesta história".
O fato é que, na atualidade,depois da rebeldia feminina, de gritos de ocasião, queima de sutiã, estamos mergulhadas em um paradoxo:a sociedade em geral, desde a mídia unida ao social-familiar, incentiva o sentimentalismo (aqui vai bem), a sensualidade e a sexualidade e, ao mesmo tempo, com o faro de um cão de guarda, transforma tudo isso num ato condenável, quando protagonistas são flagrados em um "deslize" e se formam escândalos memoráveis, pondo-se como guardiões da Árvore do Conhecimento.

É, a mulher está carente! Principalmente as casadas. Mas não para  desespero.Estão aí os sites que "buscam amantes para mulheres casadas"
É so cadastrar o perfil. Depois de vencer o desafio.
 
O instinto, atrevido e exultante, acessou!

P.S.
Sugiro ler o poema Detalhes, deste livro de poemas.